Me joguei nos abraços
E em todos os braços
Me perdi...
Percebi que meu tempo é escasso
E minhas palavras são laços
Pra te amarrar e sorrir
Mas pra ti meu nome é só um traço
Também sei que pra ti não passo
De um ser pra se rir
Porém eu sonhei com seus braços
E era lá no seu corpo entre os abraços
Que valia a pena existir
Diante disso: O que são os percalços?
Se ao olhar em seus olhos
Eu não posso mentir...
E se mentir eu não posso
Digo: Estou disposto
A lhe ter sem ter fim!
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
terça-feira, 21 de setembro de 2010
Cai a Chuva
terça-feira, 21 de setembro de 2010
0
Cai a chuva... Gostas de frio
Nesta rua imunda, um choro se ouviu
E são corpos molhados... É sangue, lágrimas e águas
Gritos são calados, pelas dores e pelas mágoas
Onde se escondeu a redenção para esse ser vazio?
Quase morto espalha-se pelo chão, caído, sem saber por que caiu...
E o que o mantém vivo? Não sabe responder...
Pode ser esse frio e a falsa vontade de desaparecer
Sempre foge, se esconde e nunca sorri
Seu alívio é uma mentira, que ele inventa pra si
Acende mais um e finge não entender
Que traga a redenção, pois pra ele redenção é morrer
Nesta rua imunda, um choro se ouviu
E são corpos molhados... É sangue, lágrimas e águas
Gritos são calados, pelas dores e pelas mágoas
Onde se escondeu a redenção para esse ser vazio?
Quase morto espalha-se pelo chão, caído, sem saber por que caiu...
E o que o mantém vivo? Não sabe responder...
Pode ser esse frio e a falsa vontade de desaparecer
Sempre foge, se esconde e nunca sorri
Seu alívio é uma mentira, que ele inventa pra si
Acende mais um e finge não entender
Que traga a redenção, pois pra ele redenção é morrer
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Macia...
terça-feira, 17 de agosto de 2010
0
E era macia sua imagem, como deve ser sua pele
Procurando em cada poro seu sabor...
Mas lá nos reconditos do teu corpo me encontrava
Entre os suspiros de prazer que sentia na minha pele
O que fiz até hoje sem sentir teu hálito?
Como pude viver sem te tocar?
Se foi só nos teus olhos que busquei a paz
E foi nos teus olhos que encontrei a mim
Derramei meus olhos sobre seu corpo
E queria poder nunca mais ter de secar
Mas a vida me chama, e da vida não fujo
E a saudade reclama, o gosto de te beijar
Procurando em cada poro seu sabor...
Mas lá nos reconditos do teu corpo me encontrava
Entre os suspiros de prazer que sentia na minha pele
O que fiz até hoje sem sentir teu hálito?
Como pude viver sem te tocar?
Se foi só nos teus olhos que busquei a paz
E foi nos teus olhos que encontrei a mim
Derramei meus olhos sobre seu corpo
E queria poder nunca mais ter de secar
Mas a vida me chama, e da vida não fujo
E a saudade reclama, o gosto de te beijar
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Corpo Nu
sexta-feira, 30 de julho de 2010
0
Ela tirou todas as peças...
Um corpo Nu! Vazio de roupas
Cheio de lembranças
Um corpo nu de pele branca
Sem marcas, límpido...
Em pé eu te assisto
Deitada, sonolenta
Ameaça se levantar...
Eu digo que fico...
Que fiz pra ter seu corpo?
Onde foi que acertei?
Vejo paz e medo no seu rosto...
E digo: por pouco não chorei!
Olho, e a busca é em vão
Dos beijos e do amor não há rastro
Por isso me corta o coração
Deixa-la sonhando enquanto parto...
Um corpo Nu! Vazio de roupas
Cheio de lembranças
Um corpo nu de pele branca
Sem marcas, límpido...
Em pé eu te assisto
Deitada, sonolenta
Ameaça se levantar...
Eu digo que fico...
Que fiz pra ter seu corpo?
Onde foi que acertei?
Vejo paz e medo no seu rosto...
E digo: por pouco não chorei!
Olho, e a busca é em vão
Dos beijos e do amor não há rastro
Por isso me corta o coração
Deixa-la sonhando enquanto parto...
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Deus?!?!
quinta-feira, 8 de julho de 2010
2
Oh Deus!
E se Fores tão Controlador, quanto querem me fazer crer?
E se eu O ofendi com esse meu recorrente desdém?
Pior! E se de fato existir?
Sei que a mim não poderá perdoar...
Mas também sei que muitos que creem vão comigo...
Purgatório ou inferno? Sei que não vai importar.
No Seu paraíso não haverá ninguém...
Pois só de pensar já pecou...
Que cristão se dirá puro e Tu dirá "Amém"?
Se o sol apareceu porque Tu quis...
E a chuva vem ao ordenar
Me diz: Qual seu plano? Quero entender
Para saber quantas pessoas ainda vai matar...
E aquele pobre crente que grita "Jesus!"?
Que mau tem o que comer, onde morar...
Porque não mostra a ele a luz?
Seria ele, Digníssimo, um novo Jó a reencarnar?
Por que tua pureza não toca corações?
Por que homens tocam crianças tirando a pureza?
Será, oh Onipresente, suas tais provações?
Me toque, me explica, me dê alguma certeza!
E o amor que tirou do meu coração?
O que, perdão, Diabos colocará no lugar?
Espero que seja algo a mais que essa vontade de ficar...
E no dia que eu for partir espero que sua palavra seja não...
Haverá mesmo um céu pra te encontrar?
Terei mesmo a honra de te ver?
Sei que essa alma não vai te importar...
Mas hoje, Deus, eu não quero nem saber...
Se existes ainda não sei...
O que sei é que se alguém criou esse mundo
Perdeu tempo criando essa chaga...
É um ser triste demais pra adorar...
E se Fores tão Controlador, quanto querem me fazer crer?
E se eu O ofendi com esse meu recorrente desdém?
Pior! E se de fato existir?
Sei que a mim não poderá perdoar...
Mas também sei que muitos que creem vão comigo...
Purgatório ou inferno? Sei que não vai importar.
No Seu paraíso não haverá ninguém...
Pois só de pensar já pecou...
Que cristão se dirá puro e Tu dirá "Amém"?
Se o sol apareceu porque Tu quis...
E a chuva vem ao ordenar
Me diz: Qual seu plano? Quero entender
Para saber quantas pessoas ainda vai matar...
E aquele pobre crente que grita "Jesus!"?
Que mau tem o que comer, onde morar...
Porque não mostra a ele a luz?
Seria ele, Digníssimo, um novo Jó a reencarnar?
Por que tua pureza não toca corações?
Por que homens tocam crianças tirando a pureza?
Será, oh Onipresente, suas tais provações?
Me toque, me explica, me dê alguma certeza!
E o amor que tirou do meu coração?
O que, perdão, Diabos colocará no lugar?
Espero que seja algo a mais que essa vontade de ficar...
E no dia que eu for partir espero que sua palavra seja não...
Haverá mesmo um céu pra te encontrar?
Terei mesmo a honra de te ver?
Sei que essa alma não vai te importar...
Mas hoje, Deus, eu não quero nem saber...
Se existes ainda não sei...
O que sei é que se alguém criou esse mundo
Perdeu tempo criando essa chaga...
É um ser triste demais pra adorar...
sábado, 5 de junho de 2010
Tempo
sábado, 5 de junho de 2010
0
Se existe de fato algum deus remanescente do nosso passado pagão esse deus é o Tempo.
Ainda nos prostamos diante de suas representações, como o relógio, o calendário e é ele quem dita o nosso sono, a nossa fome, o nosso trabalho...
Tudo é regulado pelo e para o tempo. E ele nem se importa com a gente, passa segundo após segundo sem ligar se estamos atrasados, se estamos gostando do que está se passando, ou se estamos sofrendo...
Mesmo assim sentimos que o tempo é relativo, e parece de fato que 1 minuto de amor passa num piscar de olhos...
Nem tudo se acaba com o tempo
Mas nada existe que seja imortal
E mesmo o mais forte dos homens
Cai diante do peso do grande mal
Não há nada que a velhice não resolva
Nada que o tempo não cure
E mesmo a mais inquebratável impáfia
O tempo também a desnuda
De que me valem os sorrisos passados
As ligeiras e insoles alegrias
Se é com o tempo que brigo
E perco um pouco a cada dia
Ele não nos dá opção
Sadista, nos derrota devagar
O que nos resta é um pouco de pão
E a vontade de não parar de lutar
E não há nada a frente nos aponta o destino
Há ainda um caminho a fazer, a trilhar
E de páginas brancas se faz o futuro
Será infinito? não se sabe, escreve-se sem olhar
Ainda nos prostamos diante de suas representações, como o relógio, o calendário e é ele quem dita o nosso sono, a nossa fome, o nosso trabalho...
Tudo é regulado pelo e para o tempo. E ele nem se importa com a gente, passa segundo após segundo sem ligar se estamos atrasados, se estamos gostando do que está se passando, ou se estamos sofrendo...
Mesmo assim sentimos que o tempo é relativo, e parece de fato que 1 minuto de amor passa num piscar de olhos...
Nem tudo se acaba com o tempo
Mas nada existe que seja imortal
E mesmo o mais forte dos homens
Cai diante do peso do grande mal
Não há nada que a velhice não resolva
Nada que o tempo não cure
E mesmo a mais inquebratável impáfia
O tempo também a desnuda
De que me valem os sorrisos passados
As ligeiras e insoles alegrias
Se é com o tempo que brigo
E perco um pouco a cada dia
Ele não nos dá opção
Sadista, nos derrota devagar
O que nos resta é um pouco de pão
E a vontade de não parar de lutar
E não há nada a frente nos aponta o destino
Há ainda um caminho a fazer, a trilhar
E de páginas brancas se faz o futuro
Será infinito? não se sabe, escreve-se sem olhar
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Exercício de Escrita II
sexta-feira, 14 de maio de 2010
0
Já sonhei ser um dia sozinho
E me vi sonhando algo que não vou realizar
Pois mesmo conhecendo o mundo e vendo ser mesquinho
Sou um ser incapaz de sentar e ficar...
Procuro os belos braços que me tirem do frio
Me apaixono por um minuto, sem de fato me apaixonar
Mas quem entende esse sentimento covarde e inseguro?
Que me arrasta loucamente de corpo em corpo sem amar...
E todas as bocas preciso beijar
Todos os palavrões devo dizer
Os copos à minha frente tenho que esvaziar
E nenhum arrependimento me permito ter...
E me vi sonhando algo que não vou realizar
Pois mesmo conhecendo o mundo e vendo ser mesquinho
Sou um ser incapaz de sentar e ficar...
Procuro os belos braços que me tirem do frio
Me apaixono por um minuto, sem de fato me apaixonar
Mas quem entende esse sentimento covarde e inseguro?
Que me arrasta loucamente de corpo em corpo sem amar...
E todas as bocas preciso beijar
Todos os palavrões devo dizer
Os copos à minha frente tenho que esvaziar
E nenhum arrependimento me permito ter...
sábado, 24 de abril de 2010
Como dizer adeus
sábado, 24 de abril de 2010
1
Hoje acordei pensando num jeito incrível,
num modo certeiro de te dizer adeus.
Eu, que nunca soube como.
pensei em faixas douradas,
em cartas rebuscadas,
em fotos, em extratos, em esquemas matemáticos.
Mas não, a mão se recusou,
o orgulho relutou,
os ossos tremeram.
E entendi, e foi assim,
que disse olá ao bravo mundo novo.
num modo certeiro de te dizer adeus.
Eu, que nunca soube como.
pensei em faixas douradas,
em cartas rebuscadas,
em fotos, em extratos, em esquemas matemáticos.
Mas não, a mão se recusou,
o orgulho relutou,
os ossos tremeram.
E entendi, e foi assim,
que disse olá ao bravo mundo novo.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Exercício de Escrita
sexta-feira, 12 de março de 2010
1
E a brincadeira chega ao fim...
Quanto tempo pensei que ela ia sustentar?
Estava imaginando um futuro pra ela ou pra mim?
Que horas pensei que ela iria ficar?
Estava claro que não seria por muito...
Que, talvez, rapidamente ela iria cansar
Não sorrir dos meus poemas, do meu discuido...
Viraria as costas, não iria conversar...
E agora ela se foi, elegante nem precisa do adeus
Não me disse uma só palavra de recriminação
Parou de falar comigo, não responde aos e-mails meus
Me deixando parado, confuso... sem ação...
Era um jogo, eu acho que já disse...
E já disse que sentia a derrota por perto
Eu, do alto da meu orgulho, me julguei esperto
E sou apenas mais um tolo, mais um patife...
E ela se foi, quadrados amarelos do lado do seu nome
Que não me enxerga, não vê... não me responde...
E as bobeiras que escrevi? Nas lembranças vão ficar?
Todas as pistas que eu deixei... coisas que falei...
Vão ficar no ar... vão ficar pairando...
Mas vão cair... ninguém vai ficar esperando...
Quanto tempo pensei que ela ia sustentar?
Estava imaginando um futuro pra ela ou pra mim?
Que horas pensei que ela iria ficar?
Estava claro que não seria por muito...
Que, talvez, rapidamente ela iria cansar
Não sorrir dos meus poemas, do meu discuido...
Viraria as costas, não iria conversar...
E agora ela se foi, elegante nem precisa do adeus
Não me disse uma só palavra de recriminação
Parou de falar comigo, não responde aos e-mails meus
Me deixando parado, confuso... sem ação...
Era um jogo, eu acho que já disse...
E já disse que sentia a derrota por perto
Eu, do alto da meu orgulho, me julguei esperto
E sou apenas mais um tolo, mais um patife...
E ela se foi, quadrados amarelos do lado do seu nome
Que não me enxerga, não vê... não me responde...
E as bobeiras que escrevi? Nas lembranças vão ficar?
Todas as pistas que eu deixei... coisas que falei...
Vão ficar no ar... vão ficar pairando...
Mas vão cair... ninguém vai ficar esperando...
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
Cansado
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
0
E se parar de viver?
Admitir o cansaço e ficar?
Deitar na cama e morrer?
Assistir o fim sem chorar?
Estou melancólico hoje...
Tinha uns sonhos guardados
Quem sabe eles não emboloraram?
E agora, verdes, nada dizem a mim...
Abri meu coração, e não estava como quero
Era a mesma massa, mas não o mesmo pulsar
Talvez culpa dos sonhos perdidos, eu espero
Que serei eu agora? Já que não quero mais sonhar?
Não sei mais onde é fantasia, onde é o que sinto
E descubro que não quero mais sonhar porque que não quero dormir
E sei com certeza que quando estou rindo eu minto
Já que não pode ser verdade ainda ter vontade de sorrir
Perdão se decepciono sua ilusão de felicidade,
Se não ligo de ver mais lágrimas a cair
Mas a verdade sempre soube que é maldade
E eu só sei falar verdades sem sorrir...
Sem dramas ok? Nem tudo é sobre você
Porque aqui, onde meus dedos mandam
Sou personagem principal e vilão...
E, as vezes, minha própria inspiração!
Admitir o cansaço e ficar?
Deitar na cama e morrer?
Assistir o fim sem chorar?
Estou melancólico hoje...
Tinha uns sonhos guardados
Quem sabe eles não emboloraram?
E agora, verdes, nada dizem a mim...
Abri meu coração, e não estava como quero
Era a mesma massa, mas não o mesmo pulsar
Talvez culpa dos sonhos perdidos, eu espero
Que serei eu agora? Já que não quero mais sonhar?
Não sei mais onde é fantasia, onde é o que sinto
E descubro que não quero mais sonhar porque que não quero dormir
E sei com certeza que quando estou rindo eu minto
Já que não pode ser verdade ainda ter vontade de sorrir
Perdão se decepciono sua ilusão de felicidade,
Se não ligo de ver mais lágrimas a cair
Mas a verdade sempre soube que é maldade
E eu só sei falar verdades sem sorrir...
Sem dramas ok? Nem tudo é sobre você
Porque aqui, onde meus dedos mandam
Sou personagem principal e vilão...
E, as vezes, minha própria inspiração!
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Bar das Putas
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
1
Era lá mesmo... Naquele lugar estranho
O bar cheio de pessoas esquisitas nos fazia pensar:
"Aqui, meu amigo, estranhos somos nós!"
A música a gente não gostava...
E nos arrependíamos do gosto da pizza...
Mas a cerveja... Ah a cerveja, sempre ela nos fazia ficar!
E a bebíamos desbragadamente, 8 garrafas cada...
Podem confiar, ainda havia sede em nossos corpos
Ok, talvez mais em nossas mentes que em nossos corpos
Sorvíamos o liquido amarelado com vontade de nos perdemos em suas bolhas
Mas o que mais sorvíamos eram nossas palavras
Atiradas nas paredes engorduradas do lugar...
Deus sabe o quanto quis canetas e papéis
O quanto precisávamos dividir pra conquistar
Deus? Será que ele sabe que a gente pensa nele nesse lugar?
Quase tudo trazia nossos sorrisos ao rosto
E mesmo as merdas eram motivo pra gargalhar
Não vamos nunca vencer os problemas
Como já te disse irmão: "sem problemas será fácil demais!"
E lá tomaram forma enredos do que passamos
E dessas histórias vem tudo do que nos conhecemos
Sei de certos medos, sabes de certas taras
Sei de desejos, sabes de defeitos...
Tudo a luz suja daquele bar...
Onde putas ainda dançam sem perceber
Que seu tempo passou...
Que não tem mais nada a perder
Pode mesmo até ser isso meu irmão
Toda a decadência das putas a se oferecer
Aqueles senhores bêbados sem noção
Nos fazem nos olharmos e perceber:
Não seremos como eles!
Seremos o que quisermos ser!
E no final tinha a tentativa de não pagar
Um ao banheiro, o outro à porta da esquerda...
Cada um saia por um lado, em ruas escuras
Onde só gatos velhos, putas e nossos sorrisos pareciam estar...
Perdi-me um pouco nessas noites no Bar das Putas
Um nome que um de nós deu sem saber:
Que toda vez que falar dele tem que explicar
“Não é um puteiro, é só um boteco ruim de conhecer”
E ele está lá, numa esquina esquecida...
Com a calçada suja, enegrecida
Lá estaremos de novo, com novos pensamentos a incomodar
E com certeza pelo menos 2 garrafas de cerveja pra brindar!
O bar cheio de pessoas esquisitas nos fazia pensar:
"Aqui, meu amigo, estranhos somos nós!"
A música a gente não gostava...
E nos arrependíamos do gosto da pizza...
Mas a cerveja... Ah a cerveja, sempre ela nos fazia ficar!
E a bebíamos desbragadamente, 8 garrafas cada...
Podem confiar, ainda havia sede em nossos corpos
Ok, talvez mais em nossas mentes que em nossos corpos
Sorvíamos o liquido amarelado com vontade de nos perdemos em suas bolhas
Mas o que mais sorvíamos eram nossas palavras
Atiradas nas paredes engorduradas do lugar...
Deus sabe o quanto quis canetas e papéis
O quanto precisávamos dividir pra conquistar
Deus? Será que ele sabe que a gente pensa nele nesse lugar?
Quase tudo trazia nossos sorrisos ao rosto
E mesmo as merdas eram motivo pra gargalhar
Não vamos nunca vencer os problemas
Como já te disse irmão: "sem problemas será fácil demais!"
E lá tomaram forma enredos do que passamos
E dessas histórias vem tudo do que nos conhecemos
Sei de certos medos, sabes de certas taras
Sei de desejos, sabes de defeitos...
Tudo a luz suja daquele bar...
Onde putas ainda dançam sem perceber
Que seu tempo passou...
Que não tem mais nada a perder
Pode mesmo até ser isso meu irmão
Toda a decadência das putas a se oferecer
Aqueles senhores bêbados sem noção
Nos fazem nos olharmos e perceber:
Não seremos como eles!
Seremos o que quisermos ser!
E no final tinha a tentativa de não pagar
Um ao banheiro, o outro à porta da esquerda...
Cada um saia por um lado, em ruas escuras
Onde só gatos velhos, putas e nossos sorrisos pareciam estar...
Perdi-me um pouco nessas noites no Bar das Putas
Um nome que um de nós deu sem saber:
Que toda vez que falar dele tem que explicar
“Não é um puteiro, é só um boteco ruim de conhecer”
E ele está lá, numa esquina esquecida...
Com a calçada suja, enegrecida
Lá estaremos de novo, com novos pensamentos a incomodar
E com certeza pelo menos 2 garrafas de cerveja pra brindar!
domingo, 10 de janeiro de 2010
E se...
domingo, 10 de janeiro de 2010
0
E se vc perder?
Me diga: E se não for você?
Que horas vai chorar?
Quanto vai sofrer?
O que esperava dessa noite?
Soluções, pedidos... amor?
Te provo e me perguntas o que acho...
Quer me ouvir dizer que foi bom?
Ah! Tanta maldade tinha pra dizer...
Mas, ali, na hora, tive só vontade de ir...
Não vem com essa de voltar a sofrer
Diante dessa merda, eu quero mesmo é sorrir!
E toda essa tralha que escrevi?
Vai jogar pelo ralo? Vai queimar?
As histórias que contei, as muitas que menti
Onde vai guardar, de onde vai me olhar...
Quando terminarmos essa conversa
Quando fechar os olhos...
Vou sair do espelho e te pegar!
Sou eu e eu de novo... um quer ficar!
O outro explodir!
Me diga: E se não for você?
Que horas vai chorar?
Quanto vai sofrer?
O que esperava dessa noite?
Soluções, pedidos... amor?
Te provo e me perguntas o que acho...
Quer me ouvir dizer que foi bom?
Ah! Tanta maldade tinha pra dizer...
Mas, ali, na hora, tive só vontade de ir...
Não vem com essa de voltar a sofrer
Diante dessa merda, eu quero mesmo é sorrir!
E toda essa tralha que escrevi?
Vai jogar pelo ralo? Vai queimar?
As histórias que contei, as muitas que menti
Onde vai guardar, de onde vai me olhar...
Quando terminarmos essa conversa
Quando fechar os olhos...
Vou sair do espelho e te pegar!
Sou eu e eu de novo... um quer ficar!
O outro explodir!
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