Tem a liberdade de escrever
Tem a liberdade de pensar
Que só as amarras da mente
Fortes e potentes, podem nos limitar
Nós somos poços de vontades
O ar-condicionado/ser-humano condicionado
Enganando-se sobre as portas abertas,
sobre vento frio que vence as janelas.
Crente em ser senhor e livre das amuletas.
Erro de servo menor, doutrinado e inofensivo,
refém das suas ideias viciantes,
cumplice dos desvios da humanidade.
Mas eu vejo chegar o dia
Em que será absurdo não viver
Em que chacoalhar nos coletivos
Morrer em escritórios de ar-condicionado
Será passado e perdido...
Cegos do instinto que move nossos desejos,
Alucionados os espíritos que querem sangue quente.
verossímil está o câncer pungente,
que estimulará nossa sede de deixar legados.
Legados livres, libertinos e sedentos.
Sedentos de liberdade.
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terça-feira, 7 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Coletivo Um Oito - A anarquia do silêncio
terça-feira, 17 de maio de 2011
0
Esse é um blog de poesias baratas então o video está em segundo plano por hoje, mas da um play e lê a parada do dia!
Vou sujar esse mundo!
Vou dizer o que quiser
Vou gritar palavrões pela rua!
Elevar o tom de voz...
Pra dizer coisa atroz
Ao perdido, ao mendigo
Ao povo que entra no trem...
Vou organizar rituais de sexo,
Dançarei nu em dias de garoa.
Mostrarei os dentes e rosnarei,
assim, gratuito [como todo mundo gosta.]
Desconforto é essa vida mimetizada,
desconcertante é encarnar Homero às 6 da manhã
e coragem é assumir que não existe destino. [nem fim]
Irei me conformar em ser inútil,
mas antes darei um pouco de animalidade,
Uma pensão esquizofrênica
Que herdei sem querer.
Beleza, caos e silêncio
Virão junto desse pus amarelado
Que exala desse filho renegado
Silêncio.
Vou sujar esse mundo!
Vou dizer o que quiser
Vou gritar palavrões pela rua!
Elevar o tom de voz...
Pra dizer coisa atroz
Ao perdido, ao mendigo
Ao povo que entra no trem...
Vou organizar rituais de sexo,
Dançarei nu em dias de garoa.
Mostrarei os dentes e rosnarei,
assim, gratuito [como todo mundo gosta.]
Desconforto é essa vida mimetizada,
desconcertante é encarnar Homero às 6 da manhã
e coragem é assumir que não existe destino. [nem fim]
Irei me conformar em ser inútil,
mas antes darei um pouco de animalidade,
Uma pensão esquizofrênica
Que herdei sem querer.
Beleza, caos e silêncio
Virão junto desse pus amarelado
Que exala desse filho renegado
Silêncio.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Coletivo Um Sete - Fui tão pouco...
quarta-feira, 11 de maio de 2011
4
Do prazer de te ver, te ter, te tocar
Respiro esse gás como clemência
nos intervalos que não estou lá dentro.
Das horas, perdidas horas, que posso lembrar
E quanto nos perdemos, em noites de não pensar no depois
Dos sorrisos que viravam lágrimas, pela tristeza do que sóis
Nos instantes que alucionado comi teus sabores
e arrependido solucei no mesmo lençol [que você dormiu com culpa.]
Já fui tão pouco pra ti, quase te usava, quase saltava de alegria.
E de repleto ficou o peso que sentimos ao saber do dia.
Que gente ia, que gente tinha, que nós podíamos.
A coragem fugaz se dissolveu no café vagabundo,
que reflete nossa vergonha sem cuidado e destreza.
A única fome é sair correndo e lembrar dos tempos,
que a gente ia, que gente tinha...
Sei que sentes saudades, quando ainda não tínhamos o conhecido.
Do tempo em que o mundo e o tempo eram brinquedos em nossas mãos
E não ficávamos durante nossos dias contando moedas perdidas
Não enxergávamos nem respeitávamos o que agora nos controla:
O medo.
Respiro esse gás como clemência
nos intervalos que não estou lá dentro.
Das horas, perdidas horas, que posso lembrar
E quanto nos perdemos, em noites de não pensar no depois
Dos sorrisos que viravam lágrimas, pela tristeza do que sóis
Nos instantes que alucionado comi teus sabores
e arrependido solucei no mesmo lençol [que você dormiu com culpa.]
Já fui tão pouco pra ti, quase te usava, quase saltava de alegria.
E de repleto ficou o peso que sentimos ao saber do dia.
Que gente ia, que gente tinha, que nós podíamos.
A coragem fugaz se dissolveu no café vagabundo,
que reflete nossa vergonha sem cuidado e destreza.
A única fome é sair correndo e lembrar dos tempos,
que a gente ia, que gente tinha...
Sei que sentes saudades, quando ainda não tínhamos o conhecido.
Do tempo em que o mundo e o tempo eram brinquedos em nossas mãos
E não ficávamos durante nossos dias contando moedas perdidas
Não enxergávamos nem respeitávamos o que agora nos controla:
O medo.
domingo, 24 de abril de 2011
Gosto de cigarro II
domingo, 24 de abril de 2011
0
Gosto de cigarro
Cheiro de cigarro
Nas roupas, no cabelo
Nas mãos, nos dedos
Cigarro que na mão aos poucos queima
E é sugado com a vontade que nós sugamos a noite
E como nós se desfaz pelas bocas
Fascina-me a fumaça,
que dança e some, livre no ar
No fim é um demônio!
Que entrega prazer e,
como troco, lhe rouba uns dias
E lhe dá sorriso, motivos pra conversar
Nessa calçada lotada, na frente do bar
Mas quem se importa?
Gosto do cigarro
Do cheiro do cigarro
Do asco das pessoas
Dos olhares de reprovação
Eu quero mesmo é uma enfisema!
Por isso, essa noite,
eu lhe chamo pra sair
Para que dance livre no ar
E me dê mais motivos pra sorrir
Você, a fumaça e o prazer
Sem saber onde vamos parar
Esperando qualquer coisa acontecer
Só quero que se desfaça em minha boca
Mesmo que me deixe negro por dentro
Deixe seu cheiro incrustado em minha roupa
Até chegar no filtro,
Me jogue no chão!
Mas pise em mim...
ainda estarei acesso!
Cheiro de cigarro
Nas roupas, no cabelo
Nas mãos, nos dedos
Cigarro que na mão aos poucos queima
E é sugado com a vontade que nós sugamos a noite
E como nós se desfaz pelas bocas
Fascina-me a fumaça,
que dança e some, livre no ar
No fim é um demônio!
Que entrega prazer e,
como troco, lhe rouba uns dias
E lhe dá sorriso, motivos pra conversar
Nessa calçada lotada, na frente do bar
Mas quem se importa?
Gosto do cigarro
Do cheiro do cigarro
Do asco das pessoas
Dos olhares de reprovação
Eu quero mesmo é uma enfisema!
Por isso, essa noite,
eu lhe chamo pra sair
Para que dance livre no ar
E me dê mais motivos pra sorrir
Você, a fumaça e o prazer
Sem saber onde vamos parar
Esperando qualquer coisa acontecer
Só quero que se desfaça em minha boca
Mesmo que me deixe negro por dentro
Deixe seu cheiro incrustado em minha roupa
Até chegar no filtro,
Me jogue no chão!
Mas pise em mim...
ainda estarei acesso!
terça-feira, 19 de abril de 2011
A noite que leva
terça-feira, 19 de abril de 2011
4
Com pompa e satisfação
A noite vem e anuncia:
É proxima a hora que os dêmonios chegarão.
A noite dilacera
e o câncer toma meus dedos,
os pulsos, caem os cabelos.
Já não sou eu no espelho...
Não, já não sou.
Segurando o braço da noite.
Que arrasta esse moribundo,
com as unhas de descuido
e a pele suja que essa morte me deixou.
E não tinha anjos pra salvar
E acho que nem queria ser salvo
De nada me valeria um ser sem sexo
Meio inocente pagando pecado alheio,
meio idiota levado na maré.
Será que tem culpa quem não sabe o que quer?
Ela diz que foi erro,
desespero.
Ela diz tanta coisa...
E logo ela que criticava a vaidade de outra.
Se enrolou tanto...
Que não importa mesmo o que diabos ela falou.
Fiquei triste, junto aos meus dêmonios,
por ver ela ir, com seus erros,
palavras e sua inútil vaidade.
A noite vem e anuncia:
É proxima a hora que os dêmonios chegarão.
A noite dilacera
e o câncer toma meus dedos,
os pulsos, caem os cabelos.
Já não sou eu no espelho...
Não, já não sou.
Segurando o braço da noite.
Que arrasta esse moribundo,
com as unhas de descuido
e a pele suja que essa morte me deixou.
E não tinha anjos pra salvar
E acho que nem queria ser salvo
De nada me valeria um ser sem sexo
Meio inocente pagando pecado alheio,
meio idiota levado na maré.
Será que tem culpa quem não sabe o que quer?
Ela diz que foi erro,
desespero.
Ela diz tanta coisa...
E logo ela que criticava a vaidade de outra.
Se enrolou tanto...
Que não importa mesmo o que diabos ela falou.
Fiquei triste, junto aos meus dêmonios,
por ver ela ir, com seus erros,
palavras e sua inútil vaidade.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
C(h)eia de Dentes
quarta-feira, 13 de abril de 2011
0
Todos rodeiam a ceia.
Com dentes a mostra,
meio corcundas e ariscos.
Todos rodeiam a ceia.
Como hienas.
Sorrateiros.
As moças e seus olhares inocentes,
os homens e seus musculos relaxados.
Todos imersos em seus erros,
encobertos com suas sujeiras.
Já esperam o pior das suas companhias.
Exalam veneno e enchem a cara.
Escorpiões estrangeiros preparam o seu rabo
em serpentários malignos
Como travestis prontos a atacar
Segurando suas esperanças, seu amor
Já que não há nada mais que se possa perdoar
Mentiras são, mentira é.
As meninas perdidas em absintos
Sentidas meninas sem pudor
Caçando, sôfregas, a redenção
Com seus homens soltos pelas ruas
Porcos homens otários sem saber
Para onde corre seu desejo, seu prazer
E na velha ceia pintada na parede
De uma velha igreja longe daqui
Onde santos sentavam-se a mesa
Havia já um traidor a sorrir
Com dentes a mostra,
meio corcundas e ariscos.
Todos rodeiam a ceia.
Como hienas.
Sorrateiros.
As moças e seus olhares inocentes,
os homens e seus musculos relaxados.
Todos imersos em seus erros,
encobertos com suas sujeiras.
Já esperam o pior das suas companhias.
Exalam veneno e enchem a cara.
Escorpiões estrangeiros preparam o seu rabo
em serpentários malignos
Como travestis prontos a atacar
Segurando suas esperanças, seu amor
Já que não há nada mais que se possa perdoar
Mentiras são, mentira é.
As meninas perdidas em absintos
Sentidas meninas sem pudor
Caçando, sôfregas, a redenção
Com seus homens soltos pelas ruas
Porcos homens otários sem saber
Para onde corre seu desejo, seu prazer
E na velha ceia pintada na parede
De uma velha igreja longe daqui
Onde santos sentavam-se a mesa
Havia já um traidor a sorrir
terça-feira, 5 de abril de 2011
A noite vem...
terça-feira, 5 de abril de 2011
0
Vem a noite do abraço frio
Vem a noite, a noite que me partiu
Com seus olhos viciados,
de vidros velhos e trincados.
Vem a noite, a noite louca
Que fedendo a cigarro me beija a boca
Que me esconde em sofás sujos,
Com cheiro de sexo, imundos
Vem a noite, não quero saber
Se tudo der certo, vou me foder
Pra rastejar entre as vielas,
E quase decrépito procuro suas pernas
Vem a noite, a noite vem
E no fim da noite ninguém tem ninguém
Nessa noite longa, onde todo sim foi não
Quem foi esperto não esperou nenhuma salvação.
Vem a noite, a noite livre
E quando a noite acaba ninguém mais vive...
Vem a noite, a noite que me partiu
Com seus olhos viciados,
de vidros velhos e trincados.
Vem a noite, a noite louca
Que fedendo a cigarro me beija a boca
Que me esconde em sofás sujos,
Com cheiro de sexo, imundos
Vem a noite, não quero saber
Se tudo der certo, vou me foder
Pra rastejar entre as vielas,
E quase decrépito procuro suas pernas
Vem a noite, a noite vem
E no fim da noite ninguém tem ninguém
Nessa noite longa, onde todo sim foi não
Quem foi esperto não esperou nenhuma salvação.
Vem a noite, a noite livre
E quando a noite acaba ninguém mais vive...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Se a Morte...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
0
Se a Morte tivesse uma cor ia ser um alegre fúcsia
E derramaria de suas roupas, e seria ópaca e brilhante
Se a Morte tivesse uma cor
ia ser uma mistura mágica dos azuis e dos vermelhos.
Se a Morte tivesse um cheiro ia ser fácil de saber
Com medo sentiríamos arder o nariz e lágrimas escorrer
Se tivesse morada ia ser perto do Sul.
Longe daqui. Em algum lugar onde não se pode ir
Em uma estrela pouco iluminada, cercada do luto preto do espaço
Um homem de rijos músculos guardará a entrada.
Segurando sua serpente de duas cabeças.
E quem iria tentar invadir a casa da Morte?
Se a Morte soubesse as horas nos levaria nas alegres
Pra que em sua barca tivessem sombras dos sorrisos
E que no seu caminho pudéssemos perceber a beleza de morrer
Se a Morte tivesse pena, ah se ela tivesse, crianças iriam ficar
Pra poder envelhecer e não ser mais motivo de pena...
Se a Morte poupasse o céu era vazio...
Se a Morte tivesse um rosto, teria um lindo sorriso
E seria horrível, grotesto olhar em seus olhos
Se a Morte tivesse um rosto, só veríamos uma vez
A Morte caminha sorrindo, talvez fosse capaz de cantarolar...
E dos seus olhos, tristes olhos, as lágrimas caem sem parar.
Alegre por viver? Triste por matar?
A Morte é cega, só pode ser...
Só assim pra não saber que fúcsia não é alegre
E que não se morre quando se parte, se morre quando se para de viver...
E derramaria de suas roupas, e seria ópaca e brilhante
Se a Morte tivesse uma cor
ia ser uma mistura mágica dos azuis e dos vermelhos.
Se a Morte tivesse um cheiro ia ser fácil de saber
Com medo sentiríamos arder o nariz e lágrimas escorrer
Se tivesse morada ia ser perto do Sul.
Longe daqui. Em algum lugar onde não se pode ir
Em uma estrela pouco iluminada, cercada do luto preto do espaço
Um homem de rijos músculos guardará a entrada.
Segurando sua serpente de duas cabeças.
E quem iria tentar invadir a casa da Morte?
Se a Morte soubesse as horas nos levaria nas alegres
Pra que em sua barca tivessem sombras dos sorrisos
E que no seu caminho pudéssemos perceber a beleza de morrer
Se a Morte tivesse pena, ah se ela tivesse, crianças iriam ficar
Pra poder envelhecer e não ser mais motivo de pena...
Se a Morte poupasse o céu era vazio...
Se a Morte tivesse um rosto, teria um lindo sorriso
E seria horrível, grotesto olhar em seus olhos
Se a Morte tivesse um rosto, só veríamos uma vez
A Morte caminha sorrindo, talvez fosse capaz de cantarolar...
E dos seus olhos, tristes olhos, as lágrimas caem sem parar.
Alegre por viver? Triste por matar?
A Morte é cega, só pode ser...
Só assim pra não saber que fúcsia não é alegre
E que não se morre quando se parte, se morre quando se para de viver...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Gosto de cigarro
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
0
Gosto de cigarro
cheiro de cigarro...
Nas roupas, no cabelo,
nas mãos, nos dedos...
O cigarro na mão aos poucos queima
E é sulgado com a vontade que nós sulgamos a noite
E como nós se desfaz pelas bocas...
Fascina-me a fumaça,
que dança e some.
Livre no ar.
No fim é um dêmonio.
Que entrega prazer
e como troco lhe rouba uns dias.
E lhe dá sorrisos
Motivos pra conversar
na calçada lotada,
na frente do bar
Mas quem se importa?
Gosto do cigarro,
cheiro do cigarro.
Do asco das pessoas
Olhares de reprovação
Quero mesmo uma enfisema
E por isso, essa noite
te chamo pra sair.
Pra que dance livre no ar.
E me dê motivos pra sorrir...
Você, a fumaça e o prazer
Sem saber onde vamos parar
Esperando qualquer coisa acontecer
E que roube meus dias,
Pra sumir na manhã seguinte.
Queimando meus dedos e o que mais entrar na frente.
Só quero que se desfaça em minha boca,
mesmo que me deixe negro por dentro.
Deixe seu cheiro encrustado na minha roupa.
Até chegar no filtro...
Me jogue no chão
Mas pise em mim, estarei acesso...
Nem mais me dou conta,
mas preciso disso todo instante,
mesmo que no amanhacer
você suma no silêncio do meu sono.
cheiro de cigarro...
Nas roupas, no cabelo,
nas mãos, nos dedos...
O cigarro na mão aos poucos queima
E é sulgado com a vontade que nós sulgamos a noite
E como nós se desfaz pelas bocas...
Fascina-me a fumaça,
que dança e some.
Livre no ar.
No fim é um dêmonio.
Que entrega prazer
e como troco lhe rouba uns dias.
E lhe dá sorrisos
Motivos pra conversar
na calçada lotada,
na frente do bar
Mas quem se importa?
Gosto do cigarro,
cheiro do cigarro.
Do asco das pessoas
Olhares de reprovação
Quero mesmo uma enfisema
E por isso, essa noite
te chamo pra sair.
Pra que dance livre no ar.
E me dê motivos pra sorrir...
Você, a fumaça e o prazer
Sem saber onde vamos parar
Esperando qualquer coisa acontecer
E que roube meus dias,
Pra sumir na manhã seguinte.
Queimando meus dedos e o que mais entrar na frente.
Só quero que se desfaça em minha boca,
mesmo que me deixe negro por dentro.
Deixe seu cheiro encrustado na minha roupa.
Até chegar no filtro...
Me jogue no chão
Mas pise em mim, estarei acesso...
Nem mais me dou conta,
mas preciso disso todo instante,
mesmo que no amanhacer
você suma no silêncio do meu sono.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Suspiros
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
1
Suspiros, só quero viver pra ter seus suspiros
Provar suas curvas, seu calor
Te fazer morrer em meus cálidos braços
Me perder nos devaneios
Onde me beijas a boca
E eu toco seus seios...
Ver as roupas que caem pelo quarto
Os corpos se misturando entre sussuros
Onde nada além disso é perfeito
Me afogar em seus cabelos
Querer morrer deitado em seus seios
Pra nascer feliz entre suas pernas
Que gritem conosco as paredes
Que acordem vizinhos e reclamem
E que o pudor não nos alcance
Que não me peça nada, faça
Pois não lhe pedirei, farei
Que não contemos por vezes
Que contemos então por horas
E de novo, e de novo...
Até as pernas não obedecerem mais
Até o mundo acabar a nossa volta
E no fim, lá no ultimo sorriso
Estará grudada em mim como um cabelo
Presa a minha pele pelo suor que provocou
Um dia vou morrer, só isso é garantido
Mas se um último pedido tiver,
Quero estar apaixonado até os meus últimos suspiros
Provar suas curvas, seu calor
Te fazer morrer em meus cálidos braços
Me perder nos devaneios
Onde me beijas a boca
E eu toco seus seios...
Ver as roupas que caem pelo quarto
Os corpos se misturando entre sussuros
Onde nada além disso é perfeito
Me afogar em seus cabelos
Querer morrer deitado em seus seios
Pra nascer feliz entre suas pernas
Que gritem conosco as paredes
Que acordem vizinhos e reclamem
E que o pudor não nos alcance
Que não me peça nada, faça
Pois não lhe pedirei, farei
Que não contemos por vezes
Que contemos então por horas
E de novo, e de novo...
Até as pernas não obedecerem mais
Até o mundo acabar a nossa volta
E no fim, lá no ultimo sorriso
Estará grudada em mim como um cabelo
Presa a minha pele pelo suor que provocou
Um dia vou morrer, só isso é garantido
Mas se um último pedido tiver,
Quero estar apaixonado até os meus últimos suspiros
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Sem Título (ou a falta que faz uma boa dose de esperteza)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
2
Tomo um gole desse copo estranho,
que invade a gargante,
dilata as veias e me tira o sono.
Tomo uns desses xeque-mates do destino.
Com os olhos cruzados
e a boca ainda ardendo.
E nesse copo maldito,
tem todas as mãos que vieram ao meu
corpo.
De todas elas... as que se entregaram.
Das moças sem nome,
das divinas e puras e
até das putas com codinome.
Nelas perdi meus melhores minutos
Minhas mais sinceras gotas de suor
Meus pensamentos mais putos
Minhas idéias mais loucas
Nas saudades delas me perdi nas noites
Reclamando, como quem tem razão
Que de mim mal lembravam...
Sentado pelos bares, com o copo a mão
Tomo outro gole... e nem me lembro mais,
Se contei a tal história de todas elas...
que invade a gargante,
dilata as veias e me tira o sono.
Tomo uns desses xeque-mates do destino.
Com os olhos cruzados
e a boca ainda ardendo.
E nesse copo maldito,
tem todas as mãos que vieram ao meu
corpo.
De todas elas... as que se entregaram.
Das moças sem nome,
das divinas e puras e
até das putas com codinome.
Nelas perdi meus melhores minutos
Minhas mais sinceras gotas de suor
Meus pensamentos mais putos
Minhas idéias mais loucas
Nas saudades delas me perdi nas noites
Reclamando, como quem tem razão
Que de mim mal lembravam...
Sentado pelos bares, com o copo a mão
Tomo outro gole... e nem me lembro mais,
Se contei a tal história de todas elas...
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Noites Vadias
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
1
5 cervejas, 20 cervejas
Quantas cervejas pra me redimir
Se os conselhos já não posso ouvir
Quantas pernas ainda posso perder?
Quantas pernas quentes podem me abraçar
Em noites que o mundo me joga ao chão
E a face de todas elas é pouco pra me parar
Mesmo se ouço a voz de todas elas... minha resposta é não!
Eu gosto de todas elas, e amei todas elas
Mesmo que num segundo perdido
Ainda assim, confuso, fui delas
Enquanto seus suspiros foram meus
Nas perdidas noites entre amarulas e absintos
Onde fui seu em cada centimetro
Tirano de seus mais loucos gemidos
Cativo de todas suas vontades
Me assusta saber, que adorme em outros braços
Sentes outros gostos, morde outras carnes
Se perde entre sussuros, conhece outros abraços
Mas no laranja que esplode nas noites
Eu lembro dela! E no mesmo gesto, sei que pensa em mim
E nas suas mais loucas aventuras
Sou eu o homem de suas histórias
Por mais que finja loucura
É o meu nome calado que quase sai de sua boca
Quantas cervejas pra me redimir
Se os conselhos já não posso ouvir
Quantas pernas ainda posso perder?
Quantas pernas quentes podem me abraçar
Em noites que o mundo me joga ao chão
E a face de todas elas é pouco pra me parar
Mesmo se ouço a voz de todas elas... minha resposta é não!
Eu gosto de todas elas, e amei todas elas
Mesmo que num segundo perdido
Ainda assim, confuso, fui delas
Enquanto seus suspiros foram meus
Nas perdidas noites entre amarulas e absintos
Onde fui seu em cada centimetro
Tirano de seus mais loucos gemidos
Cativo de todas suas vontades
Me assusta saber, que adorme em outros braços
Sentes outros gostos, morde outras carnes
Se perde entre sussuros, conhece outros abraços
Mas no laranja que esplode nas noites
Eu lembro dela! E no mesmo gesto, sei que pensa em mim
E nas suas mais loucas aventuras
Sou eu o homem de suas histórias
Por mais que finja loucura
É o meu nome calado que quase sai de sua boca
domingo, 21 de novembro de 2010
Velhos Ladrilhos Coloridos
domingo, 21 de novembro de 2010
0
Ladrilhos me lembram infância
ou tarde na praia.
Por vezes anos 20.
Quem sabe um amor corroído pelas traças
Ladrilhos molhados e coloridos
Me lembram os sorrisos que costumavamos dar
Quando as noites eram pra deitar
E os dias bem menos corridos
Ladrilhos coloridos e brilhando
Na calçada e no quintal
Me lembro dos mais velhos conversando
Reclamando dessa vida tão normal...
Ladrilhos coloridos
me lembram teus ângulos secretos.
Teu ventre ébrio
e tua pele molhada
Ladrilhos coloridos
é fanta de garrafa
joelhos ralados
e um riso em sua cara
As lembranças dos velhos ladrilhos coloridos
Que amanheciam e via as cores do tempo a passar
E sentia o vento levando os tais sorrisos
Ouvindo ao longe minha voz de criança a me chamar...
ou tarde na praia.
Por vezes anos 20.
Quem sabe um amor corroído pelas traças
Ladrilhos molhados e coloridos
Me lembram os sorrisos que costumavamos dar
Quando as noites eram pra deitar
E os dias bem menos corridos
Ladrilhos coloridos e brilhando
Na calçada e no quintal
Me lembro dos mais velhos conversando
Reclamando dessa vida tão normal...
Ladrilhos coloridos
me lembram teus ângulos secretos.
Teu ventre ébrio
e tua pele molhada
Ladrilhos coloridos
é fanta de garrafa
joelhos ralados
e um riso em sua cara
As lembranças dos velhos ladrilhos coloridos
Que amanheciam e via as cores do tempo a passar
E sentia o vento levando os tais sorrisos
Ouvindo ao longe minha voz de criança a me chamar...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Coletivo Zero Cinco - Nasci da boa vontade de prostitutas!
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
1
Tece o mundo lá fora um rosário
E eu rezo junto, mesmo sem crer
Escuto esses sussuros de disforra
Vejo nas ruas sangue e lágrimas a escorrer
Não vi mais decência ou clemência
Onde estarão os bons corações?
Se perderam nesse luto, nessa crença?
Onde a idéia de 1 mata milhões?
Nem sei se é mais ódio,
sei que me fere e cansa os olhos.
Quero a esperança de antes,
brotando no peito.
A certeza que nas mãos,
minutas mãos, haveria salvação.
E hoje me parece,
que ninguém quer ser salvo.
Vejo os bares cheios,
as vilas mortas.
Nem as igrejas mais,
gritam como antes.
Todos congelam na frequencia,
de microondas e televisores.
O gosto estúpido,
corta as paredes do estômago.
O balanço do trem cheio me deixa com nojo.
As pessoas viciadas nem percebem minha vista turva.
Esse discurso parece dos velhos russos,
que nem viram suas vilas floridas.
E eu, nem quero que termine,
quero ver essa cidade odiosa.
Quero sentir seus becos escuros,
seus bares mediocres.
Quero cortar meus braços,
e que essa noite estoure meus miolos.
mais uma vez.
Eu rezo junto sem crer.
E eu rezo junto, mesmo sem crer
Escuto esses sussuros de disforra
Vejo nas ruas sangue e lágrimas a escorrer
Não vi mais decência ou clemência
Onde estarão os bons corações?
Se perderam nesse luto, nessa crença?
Onde a idéia de 1 mata milhões?
Nem sei se é mais ódio,
sei que me fere e cansa os olhos.
Quero a esperança de antes,
brotando no peito.
A certeza que nas mãos,
minutas mãos, haveria salvação.
E hoje me parece,
que ninguém quer ser salvo.
Vejo os bares cheios,
as vilas mortas.
Nem as igrejas mais,
gritam como antes.
Todos congelam na frequencia,
de microondas e televisores.
O gosto estúpido,
corta as paredes do estômago.
O balanço do trem cheio me deixa com nojo.
As pessoas viciadas nem percebem minha vista turva.
Esse discurso parece dos velhos russos,
que nem viram suas vilas floridas.
E eu, nem quero que termine,
quero ver essa cidade odiosa.
Quero sentir seus becos escuros,
seus bares mediocres.
Quero cortar meus braços,
e que essa noite estoure meus miolos.
mais uma vez.
Eu rezo junto sem crer.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
Coletivo Zero Quatro
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
0
Dia em dia -- Noite em Noite
Via cada minuto solto
Estourar minha carne com um açoite
E era tão clara a dor
Via o céu borrar
Um desejo se abria em flor
Tinha medo de partir
Não tinha motivos pra ficar
Mas quem diga que venci os lençóis.
Faz tempo, Amor, que dexei de guerrear.
E fiquei até o fim,
só pra poder ver o final.
E entre minhas armas falhas,
meu corpo seco e arruinado,
entrelacei meus braços aos seus.
meu corpo quente ao teu.
E fiquei, derrotado pelo clima quente,
entregue nessa cama e quarto escuro.
Com a culpa corroendo.
Incomodado pelo silêncio.
[ eu devia ir pra casa ]
Não que eu tenha nojo do lençol manchado,
nem da sua maquiagem borrada,
mas sabe, Amor, eu não tenho motivos pra ficar.
Eu miro o olhar no teto e desisto.
Lá fora continua me assustando
e encarar nossas faces pecadoras
me espanta.
Via cada minuto solto
Estourar minha carne com um açoite
E era tão clara a dor
Via o céu borrar
Um desejo se abria em flor
Tinha medo de partir
Não tinha motivos pra ficar
Mas quem diga que venci os lençóis.
Faz tempo, Amor, que dexei de guerrear.
E fiquei até o fim,
só pra poder ver o final.
E entre minhas armas falhas,
meu corpo seco e arruinado,
entrelacei meus braços aos seus.
meu corpo quente ao teu.
E fiquei, derrotado pelo clima quente,
entregue nessa cama e quarto escuro.
Com a culpa corroendo.
Incomodado pelo silêncio.
[ eu devia ir pra casa ]
Não que eu tenha nojo do lençol manchado,
nem da sua maquiagem borrada,
mas sabe, Amor, eu não tenho motivos pra ficar.
Eu miro o olhar no teto e desisto.
Lá fora continua me assustando
e encarar nossas faces pecadoras
me espanta.
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Coletivo Zero 3 - 1.111
terça-feira, 20 de outubro de 2009
1
1.111 pessoas vão morrer, mais um dia na vida, que a gente vai viver
1.111 pessoas vão sorrir, com mais um show da globo a me fazer dormir
1.111 pessoas vão chorar, com o final de uma novela que ninguém gostava
1.111 pessoas vão sofrer, como a grande maioria que sofre todo dia
1.111 pessoas talvez morram num atentado terrorista em que ninguém sabe ao certo onde entra tanto ódio [essa eu lembrei do 11 de setembro]
1.111 pessoas vão amar em pequenos quartos semi-iluminados e trocar segredos mudos ao pé do ouvido
1.111 pessoas vão perder, nem que seja um dia na vida, toda a sua fortuna só para sentir a brutalidade de ser pobre
1.111 pessoas vão carecer, de sentir todas as veias infladas e o corpo quente.
1.111 pessoas vão beber, mas beber muito, para deixar na testa a marca da sarjeta.
1.111 pessoas vão correr, mesmo que não se saiba o destino, porque? porque a vida passa rápido.
1.111 pessoas vão levantar uma bandeira, nem que seja para dizer que fazem parte de um grupo e tem suas ideologias.
1.111 pessoas vão se sentir sozinhas, mesmo sem saber que existe 1.110 pessoas como ela
1.111 pessoas vão sorrir, com mais um show da globo a me fazer dormir
1.111 pessoas vão chorar, com o final de uma novela que ninguém gostava
1.111 pessoas vão sofrer, como a grande maioria que sofre todo dia
1.111 pessoas talvez morram num atentado terrorista em que ninguém sabe ao certo onde entra tanto ódio [essa eu lembrei do 11 de setembro]
1.111 pessoas vão amar em pequenos quartos semi-iluminados e trocar segredos mudos ao pé do ouvido
1.111 pessoas vão perder, nem que seja um dia na vida, toda a sua fortuna só para sentir a brutalidade de ser pobre
1.111 pessoas vão carecer, de sentir todas as veias infladas e o corpo quente.
1.111 pessoas vão beber, mas beber muito, para deixar na testa a marca da sarjeta.
1.111 pessoas vão correr, mesmo que não se saiba o destino, porque? porque a vida passa rápido.
1.111 pessoas vão levantar uma bandeira, nem que seja para dizer que fazem parte de um grupo e tem suas ideologias.
1.111 pessoas vão se sentir sozinhas, mesmo sem saber que existe 1.110 pessoas como ela
sábado, 22 de agosto de 2009
Coletivo Zero Dois
sábado, 22 de agosto de 2009
0
E eles pegam seu dinheiro irmão
Ok. Pode chamar de "Aluguel de Deus"
Gritam seu cântico com paixão
Te vendem um amor que já é seu...
É só mais festa,
porém menos pão.
Mais controle, uma ilusão milenar
Que não vai mudar a cada nascer de dia.
E ele desmaia antes da aurora chegar
Um tempo de mágoa a tempestade atesta
Não sabe se descansará o sono do justo...
Mas estará ali, junto no primeiro badalar.
A rotina, os vícios,
todas as maldades permitidas.
Singrando neste mar de iniquidades
Onde demônios teriam medo de andar
Sorri sorrisos disfarçados,
Deseja sangue pra derramar
E numa tentativa de vingança,
se renderá aos seus pensamentos perversos.
Aos que são proibidos pela convenção.
E correrá a noite toda
Atrás de algo que te refrigera a ação
Covarde, ele esconde o que quer
Corre pra casa Dele, em busa de perdão
A carne exala todos os instintos.
Bote a roupa e disfarce.
Só cante um canto mais sorridente.
Essas migalhas de lágrimas pelo chão
Com gravatas e camisas suadas a gritar
Seguram com força o Livro na mão...
Grite por vitória,
mas não esqueça de "ajudar".
Quem luta com você.
Ok. Pode chamar de "Aluguel de Deus"
Gritam seu cântico com paixão
Te vendem um amor que já é seu...
É só mais festa,
porém menos pão.
Mais controle, uma ilusão milenar
Que não vai mudar a cada nascer de dia.
E ele desmaia antes da aurora chegar
Um tempo de mágoa a tempestade atesta
Não sabe se descansará o sono do justo...
Mas estará ali, junto no primeiro badalar.
A rotina, os vícios,
todas as maldades permitidas.
Singrando neste mar de iniquidades
Onde demônios teriam medo de andar
Sorri sorrisos disfarçados,
Deseja sangue pra derramar
E numa tentativa de vingança,
se renderá aos seus pensamentos perversos.
Aos que são proibidos pela convenção.
E correrá a noite toda
Atrás de algo que te refrigera a ação
Covarde, ele esconde o que quer
Corre pra casa Dele, em busa de perdão
A carne exala todos os instintos.
Bote a roupa e disfarce.
Só cante um canto mais sorridente.
Essas migalhas de lágrimas pelo chão
Com gravatas e camisas suadas a gritar
Seguram com força o Livro na mão...
Grite por vitória,
mas não esqueça de "ajudar".
Quem luta com você.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Coletivo Zero Um
domingo, 1 de fevereiro de 2009
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