E sim, veio de novo a feliz sexta-feira
E não, estou em casa... e a rua não me chama
E nos derradeiros dias vivendo a minha maneira
Espero ter nesse dia a doce calma de quem ama
Mas não! Vá se foder essa preguiça justificada
Quero sair, quero viver, andar sobre minha história
Não vou chorar, já velho, por uma vida tão parada
E por isso vou sair, e vou seguir a minha via
É, a rua parece minha parceira
Fagueira rua que me chama de amor
Essa rua tão amiga que vira até ladeira
Em que um bêbado como eu nem sente sua dor
Estou passando, já é hora, devo parar
Velhos cabelos que caem pelo chão
Espero o dia de ficar cansando e voar
Chorando pelo amor que senti e foi em vão...
quarta-feira, 30 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Amor
quinta-feira, 24 de março de 2011
0
O amor é como um balsamo que te cega
É algo que de tão bom é quase ruim e te quebra
É como um monstro doce que te agarra e te pega
Uma mentira que se conta sorrindo, achando que há verdade nela
É algo que nos completa, tirando tudo que temos
E pensamos saber, o que de fato não sabemos
Idiotas, achamos poder dominá-lo, e não ele a nós
Imaturos, achamos poder seqüestrá-lo, e não ele a nós
Atroz dor que não para e nem dói
Maldita alegria, que de tão boa não vinga
Dorzinha chata e boa na boca do estômago
Cada vez que vejo aquele anjo que caminha
Será verdade aquela dor que desatina?
Será que sei mesmo o que é amar?
Sei sim e posso dizer com certeza meu Senhor
Não há no mundo além de mim, quem mereça mais o meu amor
É algo que de tão bom é quase ruim e te quebra
É como um monstro doce que te agarra e te pega
Uma mentira que se conta sorrindo, achando que há verdade nela
É algo que nos completa, tirando tudo que temos
E pensamos saber, o que de fato não sabemos
Idiotas, achamos poder dominá-lo, e não ele a nós
Imaturos, achamos poder seqüestrá-lo, e não ele a nós
Atroz dor que não para e nem dói
Maldita alegria, que de tão boa não vinga
Dorzinha chata e boa na boca do estômago
Cada vez que vejo aquele anjo que caminha
Será verdade aquela dor que desatina?
Será que sei mesmo o que é amar?
Sei sim e posso dizer com certeza meu Senhor
Não há no mundo além de mim, quem mereça mais o meu amor
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Se a Morte...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
0
Se a Morte tivesse uma cor ia ser um alegre fúcsia
E derramaria de suas roupas, e seria ópaca e brilhante
Se a Morte tivesse uma cor
ia ser uma mistura mágica dos azuis e dos vermelhos.
Se a Morte tivesse um cheiro ia ser fácil de saber
Com medo sentiríamos arder o nariz e lágrimas escorrer
Se tivesse morada ia ser perto do Sul.
Longe daqui. Em algum lugar onde não se pode ir
Em uma estrela pouco iluminada, cercada do luto preto do espaço
Um homem de rijos músculos guardará a entrada.
Segurando sua serpente de duas cabeças.
E quem iria tentar invadir a casa da Morte?
Se a Morte soubesse as horas nos levaria nas alegres
Pra que em sua barca tivessem sombras dos sorrisos
E que no seu caminho pudéssemos perceber a beleza de morrer
Se a Morte tivesse pena, ah se ela tivesse, crianças iriam ficar
Pra poder envelhecer e não ser mais motivo de pena...
Se a Morte poupasse o céu era vazio...
Se a Morte tivesse um rosto, teria um lindo sorriso
E seria horrível, grotesto olhar em seus olhos
Se a Morte tivesse um rosto, só veríamos uma vez
A Morte caminha sorrindo, talvez fosse capaz de cantarolar...
E dos seus olhos, tristes olhos, as lágrimas caem sem parar.
Alegre por viver? Triste por matar?
A Morte é cega, só pode ser...
Só assim pra não saber que fúcsia não é alegre
E que não se morre quando se parte, se morre quando se para de viver...
E derramaria de suas roupas, e seria ópaca e brilhante
Se a Morte tivesse uma cor
ia ser uma mistura mágica dos azuis e dos vermelhos.
Se a Morte tivesse um cheiro ia ser fácil de saber
Com medo sentiríamos arder o nariz e lágrimas escorrer
Se tivesse morada ia ser perto do Sul.
Longe daqui. Em algum lugar onde não se pode ir
Em uma estrela pouco iluminada, cercada do luto preto do espaço
Um homem de rijos músculos guardará a entrada.
Segurando sua serpente de duas cabeças.
E quem iria tentar invadir a casa da Morte?
Se a Morte soubesse as horas nos levaria nas alegres
Pra que em sua barca tivessem sombras dos sorrisos
E que no seu caminho pudéssemos perceber a beleza de morrer
Se a Morte tivesse pena, ah se ela tivesse, crianças iriam ficar
Pra poder envelhecer e não ser mais motivo de pena...
Se a Morte poupasse o céu era vazio...
Se a Morte tivesse um rosto, teria um lindo sorriso
E seria horrível, grotesto olhar em seus olhos
Se a Morte tivesse um rosto, só veríamos uma vez
A Morte caminha sorrindo, talvez fosse capaz de cantarolar...
E dos seus olhos, tristes olhos, as lágrimas caem sem parar.
Alegre por viver? Triste por matar?
A Morte é cega, só pode ser...
Só assim pra não saber que fúcsia não é alegre
E que não se morre quando se parte, se morre quando se para de viver...
Medo!
Puta merda! Perdi meu medo...
Caramba, onde será que deixei?
Estava aqui, bem preso no meu peito!
E agora sem ele, o que farei?
Me segurou tantas vezes, agora, como vou parar?
Sem o medo aqui, gente, o que pode acontecer?
Será que agora vou fazer escolhas sem vacilar?
Finalmente parar de só pensar e fazer?
...
Droga! Sim, o medo voltou...
O mundo ficou muito grande sem o medo pra me podar
E o mundo fica lindo, enorme, gigante...
Que medo! Deixa eu voltar pra baixo da estante...
Li num livro, nem preciso viver...
Vi na novela, chorei sem precisar levantar!
Lá no jogo, ele fez o gol que quis fazer...
E a minha vida? Pra que vida? Tenho vidas!
E vivo elas em espaços diferentes, tem a vida dàs 6, dàs 7 e dàs 9!
Não me orgulho! Ok, nem ligo!
Abro refri e vejo o tempo passar..
Não fiz uma só coisa nessa vida...
"Vivi e nada aconteceu!"
Caramba, onde será que deixei?
Estava aqui, bem preso no meu peito!
E agora sem ele, o que farei?
Me segurou tantas vezes, agora, como vou parar?
Sem o medo aqui, gente, o que pode acontecer?
Será que agora vou fazer escolhas sem vacilar?
Finalmente parar de só pensar e fazer?
...
Droga! Sim, o medo voltou...
O mundo ficou muito grande sem o medo pra me podar
E o mundo fica lindo, enorme, gigante...
Que medo! Deixa eu voltar pra baixo da estante...
Li num livro, nem preciso viver...
Vi na novela, chorei sem precisar levantar!
Lá no jogo, ele fez o gol que quis fazer...
E a minha vida? Pra que vida? Tenho vidas!
E vivo elas em espaços diferentes, tem a vida dàs 6, dàs 7 e dàs 9!
Não me orgulho! Ok, nem ligo!
Abro refri e vejo o tempo passar..
Não fiz uma só coisa nessa vida...
"Vivi e nada aconteceu!"
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Corolário
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
1
Preciso de um papel. Preciso de uma porra de um papel. É como se eu acordasse após um sonho ruim e me deparasse num lugar cheio de gente e música alta. Num lugar cheio de mulheres faceís e homens que se acham mais machos do que realmente são. Preciso inventar alguma história ou dizer tudo que vejo. Preciso declarar uma fantasia, uma mentira qualquer, deixar de herança qualquer tipo de linha ou mancha de caneta.
Preciso de um papel. Me dou conta que é tarde da noite e as pessoas dançam como não se importassem com as horas ou com suas vidas perfeitas. Elas só falam alto e beijam e soam. Todas elas, cheias de sonhos, de medos, de verdades e eu só quero um papel, mesmo que seja pra contar uma história sem sentido.
Corro como louco atrás de algum guardanapo, pareço um espécie de viciado deplorável que perdeu toda auto-estima ou decência que lhe resta. Olhos vermelhos e posso até dizer que bebi um pouco além da conta, sinto o gosto de álcool na boca e a cabeça meio longe. Não sei dizer o que houve instantes atrás e como parei aqui.
As pessoas continuam firmes com suas latas de cerveja, com suas histórias fantásticas. Por um segundo sinto nojo de todas elas e de seus sentimentos de semi-deuses. Consigo a tal caneta e um pedaço de qualquer coisa pra anotar os delírios que me vierem a mente. Verdade que já nem ligo pro papel, ja me parece uma amuleta pra apoiar os versos que amotoam ou beijam minha mente, parece medo de ver eles fugindo como se nunca mais fossem voltar. Medo, como os de criança ou quando amamos pela primeira vez. Medo de perder, medo de dar de cara com a solidão. Medo de saber que ninguém se importa. Será que todos esses medos são de criança ou de quem ama pela primeira vez?
Sei ao menos que esses medos são verdadeiros quando estamos nessas condições e acreditamos cegamente neles. Todos continuam pulando e buscando mais cervejas como se fossem retornáveis, todos riem e se divertem com piadas sádicas. Eu miro o centro do guardanapo, esvazio o peito e enfio a caneta com violência. Sobrou um papel cheio de marcas de tinta, irreconhecível, com um rasgo no meio.
Agora estamos todos iguais, maravilhosos, jovens e machucados.
Preciso de um papel. Me dou conta que é tarde da noite e as pessoas dançam como não se importassem com as horas ou com suas vidas perfeitas. Elas só falam alto e beijam e soam. Todas elas, cheias de sonhos, de medos, de verdades e eu só quero um papel, mesmo que seja pra contar uma história sem sentido.
Corro como louco atrás de algum guardanapo, pareço um espécie de viciado deplorável que perdeu toda auto-estima ou decência que lhe resta. Olhos vermelhos e posso até dizer que bebi um pouco além da conta, sinto o gosto de álcool na boca e a cabeça meio longe. Não sei dizer o que houve instantes atrás e como parei aqui.
As pessoas continuam firmes com suas latas de cerveja, com suas histórias fantásticas. Por um segundo sinto nojo de todas elas e de seus sentimentos de semi-deuses. Consigo a tal caneta e um pedaço de qualquer coisa pra anotar os delírios que me vierem a mente. Verdade que já nem ligo pro papel, ja me parece uma amuleta pra apoiar os versos que amotoam ou beijam minha mente, parece medo de ver eles fugindo como se nunca mais fossem voltar. Medo, como os de criança ou quando amamos pela primeira vez. Medo de perder, medo de dar de cara com a solidão. Medo de saber que ninguém se importa. Será que todos esses medos são de criança ou de quem ama pela primeira vez?
Sei ao menos que esses medos são verdadeiros quando estamos nessas condições e acreditamos cegamente neles. Todos continuam pulando e buscando mais cervejas como se fossem retornáveis, todos riem e se divertem com piadas sádicas. Eu miro o centro do guardanapo, esvazio o peito e enfio a caneta com violência. Sobrou um papel cheio de marcas de tinta, irreconhecível, com um rasgo no meio.
Agora estamos todos iguais, maravilhosos, jovens e machucados.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Agora!
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
0
Vê esses olhos na janela,
vê esse fio de luz em nossa cama [que queima nossas pernas].
Vê essas crianças tão assustadas,
como nós que corremos de mãos dadas
e reciclamos medos em bocas e mais bocas.
Vê esses varais,
a poeira,
a chuva
e gele com o vento.
Gele com meus ossos e
na minha [ou na sua],
despedida.
Sinta esse instante
como ele representasse todos,
os nossos,
das nossas mães e pais,
de toda e qualquer pessoa que já amou
e numa fração eterna de segundo foi desprezada.
Vê esse acumulo nosso, entre as paredes,
entre os lambe-lambes que se esfolam na parede.
E nesse tudo que meus olhos já nem sabem mais, estão aqui. Agora!
*Viver tantas vezes é um soco no estômago, mas vá lá:
Soco do dia: Video Editado e criado por Raniere Coutinho
vê esse fio de luz em nossa cama [que queima nossas pernas].
Vê essas crianças tão assustadas,
como nós que corremos de mãos dadas
e reciclamos medos em bocas e mais bocas.
Vê esses varais,
a poeira,
a chuva
e gele com o vento.
Gele com meus ossos e
na minha [ou na sua],
despedida.
Sinta esse instante
como ele representasse todos,
os nossos,
das nossas mães e pais,
de toda e qualquer pessoa que já amou
e numa fração eterna de segundo foi desprezada.
Vê esse acumulo nosso, entre as paredes,
entre os lambe-lambes que se esfolam na parede.
E nesse tudo que meus olhos já nem sabem mais, estão aqui. Agora!
*Viver tantas vezes é um soco no estômago, mas vá lá:
Soco do dia: Video Editado e criado por Raniere Coutinho
Agora! from Sodoma Design Studio on Vimeo.
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Um amar odioso
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
0
Quis te machucar com tanta força e violência
Que veria que é ódio, todo esse amor que lhe tenho
Clamei por seus lábios com a fúria de um amante
Para te-lo em minha mão, e escarrar com nojo
Te desejo, sempre te desejo, objeto impuro da minha dor
E tem horas que não sei, se pra te amar ou pra te derreter
Pelo peito preso nesse amor que não quero para mim
E no seu peito deito, te adorando, enquanto reclamo do seu sexo
Fingo esse egoísmo nojento de sempre gozar primeiro
Mas o que quero é seu gozo eterno, escorrendo pelas pernas
Sem essa, queria poder sonhar com outras, ter outras
E não só esses toques trocados pelas carências, odeio ter razão
Como odeio sorrir pelo seu sorriso, queria lhe quebrar os dentes
E pode dizer que a única coisa ruim em lhe matar, é que só poder ser uma vez
Mas por que não posso trocar todo esse amor por ódio?
Pra lhe deixar, te esquecer, rir na sua cara?
Poderia lhe dizer as mais horríveis mentiras, jurando ser verdade
Mas eu... eu não, só quero sorrir e dizer que te amo...
Que veria que é ódio, todo esse amor que lhe tenho
Clamei por seus lábios com a fúria de um amante
Para te-lo em minha mão, e escarrar com nojo
Te desejo, sempre te desejo, objeto impuro da minha dor
E tem horas que não sei, se pra te amar ou pra te derreter
Pelo peito preso nesse amor que não quero para mim
E no seu peito deito, te adorando, enquanto reclamo do seu sexo
Fingo esse egoísmo nojento de sempre gozar primeiro
Mas o que quero é seu gozo eterno, escorrendo pelas pernas
Sem essa, queria poder sonhar com outras, ter outras
E não só esses toques trocados pelas carências, odeio ter razão
Como odeio sorrir pelo seu sorriso, queria lhe quebrar os dentes
E pode dizer que a única coisa ruim em lhe matar, é que só poder ser uma vez
Mas por que não posso trocar todo esse amor por ódio?
Pra lhe deixar, te esquecer, rir na sua cara?
Poderia lhe dizer as mais horríveis mentiras, jurando ser verdade
Mas eu... eu não, só quero sorrir e dizer que te amo...
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Gosto de cigarro
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
0
Gosto de cigarro
cheiro de cigarro...
Nas roupas, no cabelo,
nas mãos, nos dedos...
O cigarro na mão aos poucos queima
E é sulgado com a vontade que nós sulgamos a noite
E como nós se desfaz pelas bocas...
Fascina-me a fumaça,
que dança e some.
Livre no ar.
No fim é um dêmonio.
Que entrega prazer
e como troco lhe rouba uns dias.
E lhe dá sorrisos
Motivos pra conversar
na calçada lotada,
na frente do bar
Mas quem se importa?
Gosto do cigarro,
cheiro do cigarro.
Do asco das pessoas
Olhares de reprovação
Quero mesmo uma enfisema
E por isso, essa noite
te chamo pra sair.
Pra que dance livre no ar.
E me dê motivos pra sorrir...
Você, a fumaça e o prazer
Sem saber onde vamos parar
Esperando qualquer coisa acontecer
E que roube meus dias,
Pra sumir na manhã seguinte.
Queimando meus dedos e o que mais entrar na frente.
Só quero que se desfaça em minha boca,
mesmo que me deixe negro por dentro.
Deixe seu cheiro encrustado na minha roupa.
Até chegar no filtro...
Me jogue no chão
Mas pise em mim, estarei acesso...
Nem mais me dou conta,
mas preciso disso todo instante,
mesmo que no amanhacer
você suma no silêncio do meu sono.
cheiro de cigarro...
Nas roupas, no cabelo,
nas mãos, nos dedos...
O cigarro na mão aos poucos queima
E é sulgado com a vontade que nós sulgamos a noite
E como nós se desfaz pelas bocas...
Fascina-me a fumaça,
que dança e some.
Livre no ar.
No fim é um dêmonio.
Que entrega prazer
e como troco lhe rouba uns dias.
E lhe dá sorrisos
Motivos pra conversar
na calçada lotada,
na frente do bar
Mas quem se importa?
Gosto do cigarro,
cheiro do cigarro.
Do asco das pessoas
Olhares de reprovação
Quero mesmo uma enfisema
E por isso, essa noite
te chamo pra sair.
Pra que dance livre no ar.
E me dê motivos pra sorrir...
Você, a fumaça e o prazer
Sem saber onde vamos parar
Esperando qualquer coisa acontecer
E que roube meus dias,
Pra sumir na manhã seguinte.
Queimando meus dedos e o que mais entrar na frente.
Só quero que se desfaça em minha boca,
mesmo que me deixe negro por dentro.
Deixe seu cheiro encrustado na minha roupa.
Até chegar no filtro...
Me jogue no chão
Mas pise em mim, estarei acesso...
Nem mais me dou conta,
mas preciso disso todo instante,
mesmo que no amanhacer
você suma no silêncio do meu sono.
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
O acaso em potes de vinagre
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
1
Não tenho bebido muito ultimamente, nem desenhado, nem mesmo pra escrever eu tenho dedicado horas. O café esfria na mesa e os gritos enlouquecem as partículas suspensas no ar. Os dias velozes caminham e eu me arrasto pro escritório e passo as horas que restam pensando na vida, nas pessoas. No meu pai que sumiu tanto como eu e das pessoas que de alguma forma me despedi ou aceitei passar a vida por perto.
De banho tomado encaro o bife meio frito meio mal passado, vejo as notícias na teve e respondo os boas noites ao fim das tragédias diárias. Hoje nem dou a mínima pras vitimas da chuva, nem pra quantia de sal no arroz. Mas mantenho a pose, de cabelo penteado, roupas limpas e fico com o conforto de ter alguma quantia na conta.
Tenho lido bons livros inspiradores em suas medidas e elegantes como presentes. Estou preocupado demais nos pensamentos que não me importo se são estórias fantásticas ou possíveis. Se tem algo em comum com as mentiras que a pessoas dizem no bar. Já reparou como mentem nos balcões ou com uma garrafinha na mão? Acho isso uma habilidade incrível e confesso que as vezes eu tento. Penso nas minhas historias fantásticas que de fato aconteceram comigo e nas vezes que tentei conta-las. Penso nos olhares descrentes que me deram de troco. Com o mesmo troco que dou pra maioria das histórias que me contam. dai desisto, do conto, da tv e do bife morno.
Estou andando na linha e só penso o que seria se encontrasse meu anjo de morte, se sentiria ciúmes, se me mostrasse meus sonhos perdidos ou se dissesse que esses dias são a morte...
De banho tomado encaro o bife meio frito meio mal passado, vejo as notícias na teve e respondo os boas noites ao fim das tragédias diárias. Hoje nem dou a mínima pras vitimas da chuva, nem pra quantia de sal no arroz. Mas mantenho a pose, de cabelo penteado, roupas limpas e fico com o conforto de ter alguma quantia na conta.
Tenho lido bons livros inspiradores em suas medidas e elegantes como presentes. Estou preocupado demais nos pensamentos que não me importo se são estórias fantásticas ou possíveis. Se tem algo em comum com as mentiras que a pessoas dizem no bar. Já reparou como mentem nos balcões ou com uma garrafinha na mão? Acho isso uma habilidade incrível e confesso que as vezes eu tento. Penso nas minhas historias fantásticas que de fato aconteceram comigo e nas vezes que tentei conta-las. Penso nos olhares descrentes que me deram de troco. Com o mesmo troco que dou pra maioria das histórias que me contam. dai desisto, do conto, da tv e do bife morno.
Estou andando na linha e só penso o que seria se encontrasse meu anjo de morte, se sentiria ciúmes, se me mostrasse meus sonhos perdidos ou se dissesse que esses dias são a morte...
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Coquetel de amor para os dias viciados
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
1
As vezes, muitas vezes a gente acorda.
Escova os dentes, bota umas roupas cheias de comfort.
Coleta os passes, acerta os relógios.
Morre em escritórios com ar-condicionado e café expresso.
Emite os bom dias e os boas tardes.
Esconde a face negra e olhos inchados da noite passada,
esconde os pensamentos sombrios,
de querer arrancar os braços do figura ao lado.
Por fim, ao cair a noite,
cai os dias,
os comuns de morte,
com o pensamento enganado,
achando que é alivio.
Eu só preciso de um jeito.
Ou pensar numa fórmula,
de fazer um molotov.
Ou um explosivo terrível.
Que queime nossos corpos,
que quebre nossos ossos.
Um que seja vermelho,
que deixe nossos dedos
buscando novas formas de nós mesmos.
Ou que nos estrondos,
acompanhe as palavras e os gemidos,
que seja um explosivo,
um coquetel poderoso.
Que arrebate a calmaria dos dias.
Que destrua as estruturas,
ou até a nós mesmos.
Só seja um raio que desperte
os desejos de um amor intenso.
Escova os dentes, bota umas roupas cheias de comfort.
Coleta os passes, acerta os relógios.
Morre em escritórios com ar-condicionado e café expresso.
Emite os bom dias e os boas tardes.
Esconde a face negra e olhos inchados da noite passada,
esconde os pensamentos sombrios,
de querer arrancar os braços do figura ao lado.
Por fim, ao cair a noite,
cai os dias,
os comuns de morte,
com o pensamento enganado,
achando que é alivio.
Eu só preciso de um jeito.
Ou pensar numa fórmula,
de fazer um molotov.
Ou um explosivo terrível.
Que queime nossos corpos,
que quebre nossos ossos.
Um que seja vermelho,
que deixe nossos dedos
buscando novas formas de nós mesmos.
Ou que nos estrondos,
acompanhe as palavras e os gemidos,
que seja um explosivo,
um coquetel poderoso.
Que arrebate a calmaria dos dias.
Que destrua as estruturas,
ou até a nós mesmos.
Só seja um raio que desperte
os desejos de um amor intenso.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Suspiros
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
1
Suspiros, só quero viver pra ter seus suspiros
Provar suas curvas, seu calor
Te fazer morrer em meus cálidos braços
Me perder nos devaneios
Onde me beijas a boca
E eu toco seus seios...
Ver as roupas que caem pelo quarto
Os corpos se misturando entre sussuros
Onde nada além disso é perfeito
Me afogar em seus cabelos
Querer morrer deitado em seus seios
Pra nascer feliz entre suas pernas
Que gritem conosco as paredes
Que acordem vizinhos e reclamem
E que o pudor não nos alcance
Que não me peça nada, faça
Pois não lhe pedirei, farei
Que não contemos por vezes
Que contemos então por horas
E de novo, e de novo...
Até as pernas não obedecerem mais
Até o mundo acabar a nossa volta
E no fim, lá no ultimo sorriso
Estará grudada em mim como um cabelo
Presa a minha pele pelo suor que provocou
Um dia vou morrer, só isso é garantido
Mas se um último pedido tiver,
Quero estar apaixonado até os meus últimos suspiros
Provar suas curvas, seu calor
Te fazer morrer em meus cálidos braços
Me perder nos devaneios
Onde me beijas a boca
E eu toco seus seios...
Ver as roupas que caem pelo quarto
Os corpos se misturando entre sussuros
Onde nada além disso é perfeito
Me afogar em seus cabelos
Querer morrer deitado em seus seios
Pra nascer feliz entre suas pernas
Que gritem conosco as paredes
Que acordem vizinhos e reclamem
E que o pudor não nos alcance
Que não me peça nada, faça
Pois não lhe pedirei, farei
Que não contemos por vezes
Que contemos então por horas
E de novo, e de novo...
Até as pernas não obedecerem mais
Até o mundo acabar a nossa volta
E no fim, lá no ultimo sorriso
Estará grudada em mim como um cabelo
Presa a minha pele pelo suor que provocou
Um dia vou morrer, só isso é garantido
Mas se um último pedido tiver,
Quero estar apaixonado até os meus últimos suspiros
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Último Romance...
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
0
Um ano, dois sei lá...
Acho que minha vida inteira podia esperar...
Pelo amor mais que certo que lhe tenho
Pela esperança gostosa de te beijar
Ah essa história incompleta
Que é mais inteira que todas as que já vivi
Que parece que vai arrastar-se por décadas
Única história que me ouviu dizer: Me arrependi
Será meu ultimo romance? Será?
Olha sua boca e só consigo pensar
Que, querendo ou não...
A sua boca será a última que vou beijar
Acho que minha vida inteira podia esperar...
Pelo amor mais que certo que lhe tenho
Pela esperança gostosa de te beijar
Ah essa história incompleta
Que é mais inteira que todas as que já vivi
Que parece que vai arrastar-se por décadas
Única história que me ouviu dizer: Me arrependi
Será meu ultimo romance? Será?
Olha sua boca e só consigo pensar
Que, querendo ou não...
A sua boca será a última que vou beijar
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