terça-feira, 31 de maio de 2011

Terminou o mês de Maio!

terça-feira, 31 de maio de 2011 0
Puta que pariu! Terminou!
Complicado ter obrigação
Foi um tapa na cara
Pra mostrar que não sou bom!

Falei de tudo, aproveitei
Mas admito, sem vergonha
Falei quase sempre do que não sei!

Não sou poeta, não sou cronista
Sou só um bobo, exibicionista!

Não sou poeta, não sou ninguém!
Aliás, senão sou poeta, não sou ninguém!

E sendo assim posso dizer:
Poesia é o mundo todo
E ser poeta é só saber viver!

Não refaça o verso

Ontem ela me disse que leu algo que mudou a sua vida. Para ser menos trágico mudou um dos seus hábitos. Ela leu uma coisa que invadiu uma área que talvez eu nunca alcance. Logo eu, tão egoísta.

Que quis ser tão dono de ti e de seus milimetros. Fui derrubado por algo que você leu e que mudou sua vida. Pensei nos meus rascunhos tão egoístas, que só servem pra mudar meus hábitos e arrancar de mim o tédio da rotina. Evidente que nunca tive a pretensão de mudar a vida de ninguém, nem mesmo seus pequenos hábitos. Mas dela, logo dela, eu dei pra mim essa obrigação.

Logo ontem, que me senti tão fracassado. Vi um texto meu, bem velho, desses egoístas, só meus que alguém botou a mão. Pior, mataram o verso. Mataram a graça, a irônia, tiraram dele a sacanagem. Como justificativa me disseram que as palavras eram rudes, desnecessárias. O preço foi a tristeza de um bife morno, apático. Um verso fraco.

Quis dizer amante, no sentido sexual mesmo. Amante de cúmplice, de segredo. Mas botaram lá um companheiro. Pensei nos filmes quando retratam comunistas. Não queria agradecer um camarada e nunca transei com um companheiro, nem companheira. Só transei com minhas amantes.

E essas histórias todas me disseram boa noite, um ai de respeito aos versos indecifráveis, ao mistério malidicente aglutinado neles. Eles assim, preservados, levam o poder súbito de mudar seus hábitos.

Por isso, não refaça o verso.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Estive fora uns dias

segunda-feira, 30 de maio de 2011 1
As vezes eu sumo.
Do mapa, dos meus cantos.
As vezes eu desapareço.

Dai ela liga,
Diz que sente falta,
Pergunta por onde eu estive.

Indaga se foi os narcóticos.
Diz que é melhor eu me cuidar,
Mas eu só estive longe esses dias.

Dela, dos meus cantos.
De mim mesmo.

domingo, 29 de maio de 2011

Daffine!

domingo, 29 de maio de 2011 1
Acho que ela me entende...
mesmo fria máquina de correr
As minhas vontades e frustração
Seu motor parece até compreender

E passam as horas, os dias,
E nos corremos entre os carros
Não, nem garoa e nem frio me param
Pois estar sobre ela é como um abraço

E o asfalto, que é caminho e fim
Onde escrevemos nossa história
é a testemunha do meu amor a ti

E de um amor bobo a velocidade
Que se manifesta no vento
Que toca meu rosto atrás da viseira
E me faz dono do espaço e do tempo

Eu te amo minha Daffine pequena
Que me leva e me carrega sem reclamar
Eu te amo minha moto sem problema
De um jeito que só a uma moto posso amar!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ver-te no mar...

sexta-feira, 27 de maio de 2011 0
Verde é o mar
Ao ver-te no mar
Como um musgo perdido
Uma história conhecida

Esperar, conhecer
Me afogar, morrer!
Me jogar, sem ver
Fui até o fim, avancei

Nas rochas molhadas
Entre as ondas que batem
Onde areia e água
é o mundo que vejo

Perfeita sua fala
Que me deu adeus
No mar, espatifada
Meu amor se perdeu

Olho, me olha o mar
Molho, me molha o mar
Gosto, salgado, marcado
Morro, sorrindo, acabado!

Numa onda que quebra
Nas areias e me leva
Ao fundo do mar
Perdido em mim...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ainda sou eu!

quinta-feira, 26 de maio de 2011 0
Um dia, dois dias, três dias
O tempo passa preguiçoso sem parar
A vida sem graça, vadia
Pode ser melhor pra quem amar

As horas, que passam longas
Fazem a vida curta
E o sonho que era pra longe
Está escapando entre os dedos!

Eu já tive tanto tempo
Jogava as horas pelo chão
Eu já fui dono de tudo que sentia
Era o mais foda, o espertalhão!

Hoje sim, entendo que sou bobo
E isso é que me faz realmente esperto
Pois sou dono de mim, não quero socorro
Procuro o amor e as felicidades mais perto

E lá no fundo dos olhos,
Onde nem chega o olhar
Está o brilho antigo

E esse brilho me faz lembrar
Ainda sou o mesmo moleque
Fazendo merda e gargalhando sem parar!

Voa meu olhar...

Voa meu olhar
É como o vento
Para em você a admirar
Em ti passeia lento

Invejo o vento
que me exaspera
Que te toca sem ter mão

Invejo o vento
Pois não toco nela
E tenho medo de sonhar em vão

Espero o tempo
Que me reveja
Não me apaixonar era ilusão!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Eu sou Cafona!

terça-feira, 24 de maio de 2011 0
Ser feliz é um fardo!
Melhor dizendo: Tentar ser feliz é um fardo!

Tem essa idéia boba, estranha, de que devemos procurar a felicidade acima de tudo, que é ela que interessa e blablabla...

Seria bom saber o que é essa felicidade que a gente procura, lotando as ruas de carros, os ônibus e trens de pessoas, os shoppings de gente, as faculdades e escolas de alunos, lotamos os bares de bêbados, as ruas escuras de putas e travestis, os consultórios psiquiátricos de desequilibrados, as bocas de consumidores, as ruas da cracolandia de viciados...
Todos atrás da felicidade. E se eu te perguntar agora, você vai me enrolar com um monte de palavras vazias e clichês e não vai me dizer o que é felicidade.

Tem gente que fala que felicidade é qualidade de vida, o que é qualidade de vida? Pra mim qualidade de vida pode ser ter boa saúde bucal! E pra isso você precisa escovar bem os dentes e ir regularmente ao dentista, se levarmos isso adiante poderemos dizer que felicidade é uma boa escova de dente e um dentista sempre disponível.

Já ouvi dizerem que felicidade é satisfação pessoal, fazer o que gosta, pois bem, eu gosto de jogar vídeo game, e nunca alcancei o nirvana ao fechar o Metal Gear ou o GTA San Andres! Se fosse assim era comprar o PS3 e esperar a morte chegar com um sorriso no rosto!

Tem gente que vê a felicidade nas pequenas coisas... bom, embora seja forçoso não fazer a piada fácil de casar-se com um anão ou anã, isso também não faz sentido! Que são as pequenas coisas? Um bom dia? Seu carro funcionar de manhã e não furar o pneu? Flertar com alguém no transito ou no coletivo? Sentir sede e achar um tio vendendo coca-cola a 2 reais geladinha? Ah porra com isso! A felicidade tem que ser algo mais que satisfazer-se, senão eu tenho que lhe perguntar por que você não é feliz!

E não me venha com confusões de felicidade com alegria, sabes que são diferentes! Eu fico alegre quando algum dos meus times (torço pra 5!) faz um gol! Isso é ficar alegre, felicidade tem que durar mais que o primeiro tempo! E nem dizer que felicidade é inalcançável, não vou aceitar, hoje eu quero respostas!

Ah, sem esse de valor intangível, de conceito particular, todo mundo sabe o que é uma pessoa feliz quando se depara com uma, e tá o sorriso no rosto e no mesmo rosto está estampado o amor... é isso mesmo! AMOR!

Admito, este velho coração aqui ainda não se cansou, ainda acredito que a felicidade está no amor (e num sexo bem feito)!

E as pessoas que correm? Ora, todos corremos, o amor não vem fácil, o dinheiro não vem fácil, nada vem fácil, e ai, pois é ai, parece até fazer algum sentido essa caótica correria, esse lotar lugares, acotovelar-se pelos balcões, se a procura de todos for pelo amor, (e como queria que fosse mesmo verdade isso).

Mas o lindo e o errado disso tudo é que, de verdade, não faz sentido algum!

Velho demais para ser eclético

25-30.
Estou condicionado a ouvir as mesmas músicas.
Estou treinado em aceitar os kilometros que me dividem:
do trabalho.
do mercado.
das compras de natal.

Quando se dá conta está estático.
Vendo os telejornais,
curtindo as notícias trágicas [de algum lugar bem próximo]

Passo os dias em prol de uma causa nobre. [me salvar]
e raras vezes me dou conta do vício,
da mentira sedativa que isso se tornou.

Escovei os dentes no tanque,
sem ver minha cara.
E só assim, lembrei do meio mundo inerte, [inválido.]

Pensei no meio mundo,
que se limpa toda noite,
na esperança de afugentar do corpo
seu meio milhão de pecados.

E só assim, sem ver minha cara
me dei conta que fundiram minhas ideias.
Que inválido, viajo os kilometros,
aceitando as contas,
as divídas, as notícias trágicas.

Eu navego junto
a esse meio mundo e me limpo todas as noites,
na esperança...

Deveria parar de me entupir de café durante o dia...

É madruga já, madrugada alta, como dizem os antigos, o sono (maldito seja!) me abandonou novamente.
O melhor travesseiro, a cama mais confortável, um disco do Coldplay (estou até apelando) e nada o sono não chega. Meu corpo cansado pede descanso, mas os olhos ficam abertos, a cabeça trabalha, incessante, frenética, caótica. Odeio ter insônia.

O frio não ajuda muito, sinto vontade de me mexer pra espantar essa inhaca de frio, levanto, vou até a cozinha, tomo outro copo de leite (já foram 3) e nada, volto pra cama com a mesma disposição.

Devem ser esses pensamentos ditosos que tenho durante o dia, de milhares de coisas que tenho que fazer, que quero fazer, e o dia não deixa.

Pode ser também essa coisa da castração que o dia dia enfadonho deixa na gente, tudo parece meio repetição, e por isso sentir tesão (pela vida eu digo, não por sexo) é tão estranho quanto um sorriso do Serra.

A insônia é um tipo de sono sem sonho, sem descanso eu acho. Me sinto moralmente cansado, fisicamente cansado e fazer qualquer coisa é impossível. O corpo, cansado, para, os olhos ardem e fica só o cérebro me fudendo o sono, me lembrando dessas coisas idiotas que o sono devia fazer esquecer...

A insônia é um desses parceiros de jogar alguma coisa que sempre ganha de você sabe? Que você continua jogando contra na vã esperança de vencer, mas não tem chances.
Todos os dias eu luto contra a insônia, tem dias que ela, por vencer-me tão facilmente, não vem jogar, mas nos dias que ela vem eu tento de tudo e percebo a derrota só quando a claridade amarelada do dia entra pelas frestas da janela.

Também é meio culpa minha eu acho, tomo coca-cola, bebo muito café, ai a insônia vem e eu não consigo vencer...

As vezes eu penso que deveria parar de me entupir de café durante o dia, mas já me tirei tanto vício, não fumo mais (só as vezes), não bebo mais com a mesma freqüência (quase diária) de antes, não me permito mais as fungadas e outros fumos, não vou abandonar o único vício que me restou, não posso deixá-lo.

Portanto se a culpa da insônia, essa maldita, é do café... bom melhor eu começar a me acostumar, porque suportar o dia sem nenhum vício vai ficar impossível.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Em resposta ao Poeta: Dona Inspiração

segunda-feira, 23 de maio de 2011 1
Essa Dona de saia justa,
me encara todos os dias,
me fascina seu andar e suas pernas.

Me encanta sua ciência inexata,
seus olhares desafiadores,
a imensidão de sua pele.

Dona, me seduz seus segredos,
me incomoda seu cálice.

Os sábios e estudados lhe dedicam vidas.
E eu só vivo cada dia na esperança de suas migalhas.
Me reviro, bebo do meu suor.

E sigo Dona, na esperança de um segundo perdido,
de um ato sísmico que trema meus ossos,
de um beijo de gratidão.

Dona, sei do meu vício,
que cego repito e repito.

Que sem dar conta eu me livro,
numa fração de segundo fugaz,
de seus domínios e me entrego no prazer pleno.

De gozar de uma cria,
minha, não mais sua.
O copo transborda e eu regozijo.

Não sei o nome disso,
mas Dona, não pode ser Inspiração.

No descanso de Morfeu

Secura.
Dentes de vampiros limpos.
Insônia.
Dêmonios sem pernas me observam.

Mentiras.
Afogado nelas, espero.
Doença.
Essas palavras cruas que me dá de troco.

Marasmo.
Flutuo nesses cabelos de Medusa adestrada.
Anestésicos.
Moribundo me arrasto sem brilho nos olhos.

Surdo.
Navego sob a Égide da minha loucura.
 
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